domingo, 27 de março de 2011

PERSONALIDADES MÚLTIPLAS - Comentários técnicos


Grande parte da teoria sobre a qual me baseio, inclusive na nomenclatura usada em meus comentários técnicos, é retirada dos ensinamentos de J. S. Godinho (Holus Editora).

 Todas as nossas vidas, passadas em diferentes épocas, corpos e personalidades, pelo processo de reencarnação, são partes constituintes da nossa consciência atual e são chamadas de “personalidades múltiplas”. Algumas destas personalidades entendem que são consciências de vidas passadas, constituintes do atual bloco consciencial e que não possuem mais um corpo físico, ao passo que outras sequer sabem o que fazem ligadas à nós, isso, quando têm a felicidade de nos perceber a presença. Estas personalidades podem ajudar (personalidade múltipla associada) ou atrapalhar (personalidade múltipla dissociada) nossa atual caminhada, dependendo do seu grau de evolução e conhecimento, fixados provavelmente no momento da morte física.
As teorias psicológicas sobre traumas enunciam que um fato pode trazer à memória o evento traumático vivido anteriormente, quando afetos relacionados a este emergem acompanhados da sintomatologia associada, revivendo seus efeitos vividamente, como numa tentativa de elaborar e resolver o impasse pretérito. Assim também ocorre com as nossas personalidades múltiplas, todas carregando seus respectivos traumas e conflitos, que também podem ser despertados, trazendo-as a tona com suas características e padrões vibracionais para tentar tomar conta e liderar o bloco consciencial conforme lhe seja mais desejoso, mesmo não o sendo para a atual personalidade.

Dores e cabeça
Segundo J. S. Godinho, a dor de cabeça é um dos sintomas apresentados quando uma personalidade múltipla está tentando vir à tona e tomar à frente da atual existência. No caso da “caveira que virou soldado romano”, houve um episódio de dor de cabeça após a retirada do capacete de soldado romano. Se, como mostrou minha intuição, o capacete escondia uma memória proibida, a retirada deste traria a tona tal memória acompanhada da sua respectiva personalidade, o que se mostra de forma clara no caso do “soldado romano que virou bruxa” (caso seguinte).

Vertigens e dores na nuca
Ao que se sabe, as personalidades múltiplas se ligam a nós por cordões que saem da região da nuca e são mais facilmente acessadas quando há um afrouxamento ou desdobramento dos corpos que constituem o agregado humano (corpos físico, etérico, astral, mental inferior,mental superior, búdico e crístico – entre outras variações de nomenclaturas). Levando-se em conta isto e que traumas são ativados quando um evento qualquer traz a rememoração deste, podemos analisar o caso da “caveira que virou soldado romano” num outro tópico em que havia vertigens antecedendo os encontros com a terapeuta. Na próxima história (“o soldado romano que virou bruxa”), veremos que Mila, a terapeuta, era um antigo desafeto da bruxa, “acordada” de seu sono secular pelo reencontro. Daí as vertigens, oriundas do desdobramento de corpos e da pressão na nuca que o afastamento da personalidade do bloco consciencial provoca. Aqui não mais temos a dor de cabeça, já que a personalidade, a meu ver, já rompeu o invólucro que a mantinha presa. Acompanhando estes sintomas físicos, há também os sintomas comportamentais e emocionais, traduzidos no incomodo e medo que eu sentia diante de Mila, mesmo não tendo nenhum motivo real para tanto. Cheguei inclusive a procurar os seus serviços para “tirar a prova” do meu incômodo.

Caveiras, sentinelas da luz
Robson Pinheiro (em “Legião”, pelo espírito de Ângelo Inácio) cita que os cemitérios na dimensão umbralina são guardados por sentinelas, espíritos de luz, que se apresentam na forma de caveiras. Parece que é comum que estas sentinelas sejam confundidas com obsessores em centros espíritas e que, quando levam algum prisioneiro para ser encaminhado, não raro são doutrinadas enquanto o prisioneiro é tido como vítima e solto. Penso que eu e Mila repetimos esta história mais uma vez no caso da “caveira que virou soldado romano”, só que fora do centro espírita.

A caveira como personalidade múltipla
Mas, diferente das sentinelas que vão ao centro espírita, acredito eu, que a minha caveira era uma parte minha, uma personalidade múltipla associada que me protegia de alguma forma que ainda não sou capaz de entender completamente. Penso assim, baseada nas sensações positivas que tive a respeito dela durante toda a sessão de regressão. Porque ela tinha esta aparência? Não sei. Por enquanto, só posso supor e suponho que talvez eu tenha mesmo ficado presa num esqueleto por tempo o suficiente para perder a forma física humana e/ou renunciar a ela, preferindo esta. Ou posso também ter estagiado como sentinela em cemitérios. Quem sabe?
É interessante que, no livro do homem que ficou preso ao esqueleto, ele era um ser que vivia e trabalhava nas trevas, mas a serviço da luz (não de luz), dando respaldo e segurança quando lhe fosse solicitado. Ou seja, nos dois casos que tenho acesso, as caveiras são seres do bem, não que o contrário não seja possível. E de alguma forma são destemidos, pois trabalham para a segurança de outros. E como já observou a Jurami, minha terapeuta, os ossos são a parte mais resistente do corpo e, sem a carne não há dor e nem morte, então, não há o que temer. Faz muito sentido isso para mim.
Me lembro do Godinho incentivando seus ouvintes a montarem seus grupos apométricos e captação psíquica, dizendo: “Não há o que temer, pois o pior que pode acontecer, se tudo der errado, é vocês morrerem!” Do jeito meio debochado e engraçado dele, a mensagem é como a da caveira... se houver morte, vem o alívio e não se morre mais (pelo menos, não tão cedo)!

A caveira e o velho
Ao que eu entendi, esta personalidade cadavérica devia estar comigo desde a antiga Roma, ou antes, desde a época em que eu fora a bruxa queimada pela aldeia (no caso do “soldado romano que virou bruxa”). Não tenho como ter certeza. De qualquer forma, ela devia mesmo estar comigo há muitos anos, pois quando eu me perguntava, durante a regressão, desde quando a caveira estava comigo, me vinha imagem de mim como bebê, engatinhando e, ao meu lado o velhinho no qual ela se transformou na sessão.
Este velhinho me parecia qual um Dom Quixote vencido pela insanidade, mas algo mais baixo e rendido à depressão, já sem fantasias a animá-lo. Eu já o havia visto meses antes numa outra regressão em que ele vagava por cidades com muros e casas feitas de pedras. Lá, ele usava uma túnica escurecida pela sujeira, levava um arremedo de cajado na mão e acreditava ser um profeta ou algo assim. Mas a verdade é que era vítima de sérios disturbios mentais. Morreu só sob uma árvore, perto de um muro de pedras, sem ser notado por ninguém.
Para mim faz sentido que o velhinho tenha vindo após a bruxa, afinal, se ela não fazia bom uso dos seus conhecimentos, é natural que num programa reencarnatório posterior lhe fossem tiradas as memórias iniciáticas para que ela pudesse evoluir de outra forma, a exemplo do que se faz com magos negros em sessões apométricas.

Eu, caveira
Num dado momento da regressão, o soldado romano (ex-caveira e ex-velhinho) diz que eu o deixei em vidas anteriores. Se estes personagens todos forem mesmo minhas antigas versões, faz sentido a sua resposta e a falta de entendimento entre minhas perguntas e suas explicações. Imagine que eu estava inquirindo, como se fosse o meu algoz, a mim mesma em outra roupagem. Talvez por isso o desespero que pude verificar nele, o que parece muito próximo de situações similares que já vivi.
Talvez venha da caveira a minha quase que total falta de medo e de sentimentos negativos quanto à idéia da morte, chegando mesmo a me sentir culpada por não apresentar a mesma dor das outras pessoas em casos de perda próxima.

Roma
Na semana que se seguiu, assisti na TV um documentário sobre as invasões bárbaras na Roma Antiga e não sabia ou não lembrava destas invasões em época tão antiga, pois achava que eram mais recentes. E ao que o documentário descrevia, Roma era invadida de surpresa com exércitos desalinhados e sem uniforme, pegando os soldados de surpresa pela barbaridade que apresentavam.  

Garganta cortada X nódulo de tireóide
Vale comentar que no mês seguinte a esta regressão, descobri num exame de rotina que uma de minhas tireóides estava aumentada e apresentando dois nódulos, além da suspeita de um hipotireoidismo encoberto, o que me explicava diversos sintomas que eu sentia há alguns anos. Vejam como uma terapia regressiva (ou de vidas passadas) pode, mesmo sem resolver o assunto na hora, abir caminho para a sua solução. Um ano e meio depois, não tenho mais os dois nódulos, todas as funções de minha tireóide estão normalizadas, assim como o seu tamanho.

4 comentários:

Anônimo disse...

Zana, parabéns pelo blog. Como sempre, artigos interessantes e de boa leitura. Beijos! Guiga

Rosana Ferreira Machado disse...

Oi Guiga, se quiser, mande o relato da regressão que fiz com você que eu publico. Lembra dela? Beijos, Zana.

Anônimo disse...

Ótimo, Zana! Vou te escrever, sobre aquele dia, e publica sim! Bjs. Guiga

Anônimo disse...

Zana, que artigo profundo e esclarecedor. Você poderia escrever um livro. Seria bem interessante.

Parabéns


João Márcio
Autor do livro Espelhos da Vida